segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

GNU/Linux - a Rejeição


Trabalho em uma instituição em que poucas pessoas ousam mudar, pois estão acostumadas a fazer as coisas sempre do mesmo modo, por vez em quando apresentando pequenas mudanças de rumos e da forma de trabalhar. Mas não estou aqui pra falar sobre isso. Na verdade é para falar sobre uma posição minha que tomei quando precisei e não vou voltar a atrás.

Como é uma instituição que visa o ensino de muitas pessoas, e não estamos voltado a Informática, todos sabem alguma coisa em certo nível e podemos classificar todos como sendo usuários finais e pronto, o que interessa é que o que se precisa funciona e pronto. Devido a "acidentes" históricos da informática, todos nós sabemos que o MS Windows roda na maioria dos computadores pessoais ou desktops do mundo, não importando a procedência legal. Só pra ressaltar nessa instituição todos os software usados que são proprietários possuem licença para serem usados, e aí de quem colocar algo do estilo Jack Sparrow.

Com os novos incentivos fiscais pra aquisição de Notebook e Computadores, alguns professores aproveitaram essa oportunidade e outras que a instituição ofereceu e adquiram seu computador pessoal (desktop) ou notebook. Eu fui um deles, comprei meu notebook nessa oportunidade. A maioria escolheu o sistema da Microsoft, eu preferi usar esse primeiro.

Com o tempo, usando o MS Windows XP, consegui fazer bastante coisas nele, preparar minhas aula, arrumar uma planilha para controle de falta e notas, vídeos para ver com os alunos e também para os próprios alunos apresentarem trabalho. Saco dessa história era o cuidado com vírus e spywares que vem com o troca-troca de pendrives. Passou mais uns meses se passaram, particionei com o HD e comecei a fazer um turismo pelas distro GNU/Linux.

Comecei com Linux Mint, com seu visual bonito e intuitivo, mas o Windows XP ainda instaldo. Depois testei o Fedora, e o Windows XP instalado. Gostei do Fedora, mas ainda não era o que queria. Depois passei pelo Mandriva 2008 e voltei para o Mint por fim. Porém sempre tinha que reinstalar o XP para poder usa-lo novamente.

Até que certo dia, não mais consegui reinstalar o Windows XP, pois deve ter corrompido algum arquivo, mas como o Linux estava funcionando, deixei de lado. E instalei o Mandriva 2008, consegui fazer deixá-lo funcionando para o que precisava, menos o áudio, assim iniciando minha aventura de vez pelo mundo GNU/Linux. Passou uma semana e nada de conseguir funcionar o áudio do som, depois de horas e horas de pesquisa na internet e fóruns. No fim dessa semana, baixei o Ubuntu, e resolvi testar, já que o intuito era testar mesmo.

Coloquei o CD já gravado com o Ubuntu, entrei pelo LiveCD e mandei instalar, ele reconheceu onde estava o Mandriva e o finado XP e me sugeriu instalar em um pequeno espaço, foi o que fiz. Depois da instalação, vamos testar o áudio e... Feito! Funcionou, para tocar os mp3 e ver vídeos foi só baixar os codecs sugeridos e pronto. Formatei a máquina e instalei o Ubuntu, salvando apenas a partição onde se encontrava meus arquivos do trabalho.

Depois disso, já usei o Mandriva 2009 e 2010, Fedora 12, Linux Mint entre outros. Mas por fim, estou utilizando atualmente três distribuiçoes GNU/Linux: Debian, Ubuntu e openSUSE, cada uma delas com suas características e peculiaridades, mas todas elas, pelo menos para a minha pessoa, tem atendido minhas necessidades, que não são muitas.

O que eu preciso mesmo: um precessador de texto, planilha eletrônica, navegador intenet, player de vídeo e áudio. Porém tenho colegas que ainda possuem dúvidas sobre as compatibilidades do mundo GNU/Linux com o Windows, mas falo para eles que não é tão complicado quando se pensa que é. Uma vantagem que vejo é que poucos alunos conhecem esse mundo, vivendo somente o mundo Microsoft e acabam não vendo outras alternativas, mas já tem já consegui alguns adeptos a esse novo mundo e a terem coragem de mudar.


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